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Tribunais. Ministério Público mantém medidas de coação de António Vilela

A notícia caiu como uma bomba no seio do núcleo duro do PSD. Vilela já conhece a decisão há vários dias mas terá guardado para si a decisão da justiça. A situação está criar desagrado a muitos simpatizantes do PSD, uma vez que, supostamente, os dirigentes locais do PSD teriam dado garantias que o processo estava encerrado.

Passados seis meses do Presidente de Câmara ter sido detido pela Polícia Judiciária (PJ), chegado o prazo em que o MP tinha que reapreciar o processo, e obrigatoriamente tomar uma decisão sobre o mesmo, as autoridades judiciais decidiram manter inalterados todos os pressupostos da detenção efetuada em fevereiro.

Esta decisão acontece depois da reapreciação do processo em maio deste ano e a não revisão das medidas impostas a António Vilela confirmam a manutenção dos fortes indícios que levaram à sua detenção.

António Vilela está indiciado por suspeitas de crime de corrupção (punível com prisão de dois a oito anos), prevaricação (punível com prisão de dois a oito anos), participação económica em negócio (punível com prisão até cinco anos e multa de 50 a 100 dias) e abuso de poder (cuja pena pode ser de seis meses a três anos ou multa de 50 a 100 dias).

Com passaporte retido, por supostamente existir perigo de fuga

O MP decidiu não rever as medidas de coação. António Vilela continua sem passaporte, supostamente por existir perigo de fuga, está com termo de identidade e residência e proibido de contactar com Rui Silva, considerado como “suspeito” no processo, presidente do PSD de Vila Verde e deputado à Assembleia da Republica.
O processo, estará relacionado com o negócio da Escola Profissional Amar Terra Verde e com a concessão do estacionamento à empresa Sociparque

O processo, relacionado com o negócio da Escola Profissional Amar Terra Verde (EPATV) e a Sociparque, continua em segredo de justiça. No entanto, e como foi possível apurar pelo V, Rui Silva, presidente do PSD de Vila Verde e deputado no hemiciclo, prepara-se para ver a imunidade política levantada na Assembleia da República.

Pois na altura dos factos, que levaram à detenção de João Luís Nogueira, presidente da EPATV, e do edil António Vilela, Rui Silva, que era vice na câmara na altura da venda, foi confirmado pela PJ e tribunais como “suspeito” no despacho judicial.

Situação incomoda PSD nacional

A situação de Vila Verde está a criar grandes incómodos ao PSD nacional, o que tem dificultado a vinda de Passos Coelho a Vila Verde por não quer ser associado a candidatos a contas com a justiça. O V sabe que está a ser estudada uma solução alternativa a Passos Coelho, que poderá passar por uma segunda figura do partido.

No seio do PSD nacional são conhecidas posições públicas de “notáveis”, como Marques Mendes, considerando “uma vergonha” para a democracia e uma “atitude chocante” para o comum dos cidadãos que políticos causados, pronunciados ou condenados judicialmente por crimes graves – como corrupção – “possam impunemente ser candidatos a eleições”, disse Marques Mendes à Lusa.

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