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Mara Alves Opinião

Opinião de Mara Alves. “Os meios de comunicação em eleições”

A mediatização das campanhas é uma realidade na cena política. Na verdade, as campanhas de hoje são marcadas por dois grandes prismas: o seu mediatismo e relevância da participação dos media e, ainda, a centralização da campanha na figura do candidato. Os media são, assim, o palco mais mediático para um líder político se manifestar e conseguir o apoio dos seus eleitores.

É certo que ainda, existe a campanha “à moda antiga”, pois as tradicionais práticas políticas como as visitas a feiras e mercados, as arruadas ou o contacto directo com a população, apesar de menos frequentes não se extinguiram. Mas a verdade é que as práticas políticas antigas ganham maior relevância e visibilidade se forem mediatizadas, ou seja, tornadas públicas pelos media.

A mediatização cada vez mais visível das campanhas políticas pôs em voga o poder dos meios de comunicação social passam assim a ser considerados “importantes e poderosos”, não porque mudam directa e necessariamente os votos de um partido, mas porque uma simples mensagem pode chamar a atenção para um candidato.

No caso de muitas campanhas não terem cobertura mediática não significa que não organizem eventos para ganhar maior visibilidade e conseguirem chamar a atenção dos media. Falamos, por exemplo, de comícios políticos (organizados por partidos e instituições políticas), jantares de apoio ou conferências de imprensa. Todas estas práticas políticas têm como missão fomentar a relação entre os políticos e os eleitores, de forma a conseguirem obter o maior número de votos. O mediatismo a que é sujeita a campanha eleitoral e muitas práticas políticas levam muitos autores a considerar que a política se tornou num espectáculo.

A ascensão da internet não passou ao lado dos partidos políticos que rapidamente se aperceberam que poderiam retirar dela muitas vantagens. O potencial da internet e redes sociais poderá trazer melhorias na transmissão de informações ao eleitorado como aproximar as duas partes. Esta serve, também, para denunciar e acusar práticas políticas e adversários, educar, informar, fazer circular informações, captar recursos e amealhar simpatizantes. É certo que não existe comunicação “face a face”, mas a internet possibilita grande interactividade entre os elementos envolvidos no processo, constituindo-se em um meio de grande valia para servir a interesses de comunicação políticos.

No entanto, as dúvidas continuam sobre se a mediatização das campanhas nos media se torna uma mais-valia na eleição de um candidato, ultimamente acredito que não. Digo isto porque tenho assistido permanentemente à política do mal dizer para cativar o eleitorado. Não é disto que se faz política e muito menos política a nível local, onde após o dia 01 de Outubro continuaremos todos a viver no mesma terra, a conviver com as mesmas pessoas. Sá Carneiro citou um dia esta frase “Não há liberdade de pensamento político se não é possível a cada um exprimir as suas ideias, confrontá-las com as dos demais, associar-se com as que as professam idênticas e procurar realizá-las na prática da acção governativa “, só desta forma conseguiremos fazer algo pela nossa terra pela nossa gente. Por isso deixem de ser “políticos” destrutivos e passem a ser políticos construtivos, pois só assim Vila Verde pula e avança com maior qualidade para todos.

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