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Cabanelas. Risco de queda dos balneários da AGD Cabanelas motiva auto da GNR

A GNR levantou hoje um auto de ocorrência sobre o estado dos balneários da Associação do Grupo Desportivo (AGD) de Cabanelas, avançou Carlos Costa,  vice-presidente do clube ao V.

As paredes estão com rachas que chegam a ser medidas em decímetros e uma das paredes de um balneário está prestes a cair. As paredes de entrada para os balneários têm rachas de cima até baixo através das quais é possível ver para lá da parede.

A GNR que estava presente no jogo de hoje para a Taça da AF Braga registou o estado das paredes por representarem perigo eminente.

Carlos Costa diz que as obras foram prometidas pelo Município, que é dono das instalações, há vários anos, mas que ainda não tiveram início, agravando-se o problema a cada vez que o balneário é utilizado.

“Os balneários têm rachas que dá para ver de um lado ao outro da parede, temos o balneário dos visitantes com a parede que separa a zona dos chuveiros aberta de um lado ao outro e no balneários dos nossos atletas está uma das paredes quase a cair”, aponta Carlos Costa, mostrando-se indignado com “promessas mais antigas que a Sé de Braga que não foram cumpridas”.

“Foi prometido que arranjavam isto mas devem estar à espera que isto mate algum jogador”, acusa o vice do Cabanelas.

“O Município anda desde 2000 a tentar legalizar esta leira de batatas, que é o que o campo é, e nada… As instalações pertencem à Câmara e o campo antigo é que pertence ao clube. Ainda no ano passado veio cá o presidente da Câmara e mostrei-lhe como estavam os balneários”, conta Carlos Costa, dizendo que “foi prometido que as obras começavam imediatamente mas já passou ano e meio e não veio cá ninguém sequer fazer massa”.

“Estou aqui desde 2006 e até foi um presidente da junta que me pedi para tomar conta do clube. Já ouvi muita promessa mas nunca vi nada, nem da Junta nem da Câmara. Só promessas”, vinca.

O protocolo celebrado entre o clube e o Município indica uma troca de campos, o antigo, na posse do clube, e o novo, pertencente ao Município. Em troca das instalações antigas do clube, a Câmara protocolou a requalificação dos balneários, a construção de uma bancada lateral e a colocação de um relvado sintético. “Mas está tudo em promessa desde o ano 2000 e nada”, argumenta Carlos Costa.

Mas nem só de obras se queixa o vice-presidente, afirmando que “o Cabanelas está a ser esquecido pela Câmara de Vila Verde” no que toca a equipamentos.

“Todas as equipas estão com equipamento do Município de Vila Verde mas não temos direito. Não sei se têm alguma coisa contra o Cabanelas”, questiona Carlos Costa, revelando que já falou com quem está encarregue de fornecer os equipamentos pagos pela autarquia, e que lhe responderam que ainda tinham de esperar.

“Já falei com diretores do Ribeira do Neiva, do Prado, até uma equipa amadora que há em Oleiros já tem equipamentos, e nós que estamos federados e jogámos hoje para a Taça não temos direito a equipamento”, diz ainda.

“Pagaram as inscrições da formação a outros clubes e ao Cabanelas nada e nem sequer se justificam”, diz Carlos Costa, que estreia este ano a equipa de juniores do clube. “Ainda não vimos nenhum dos apoios que a Câmara diz dar à formação dos clubes”, diz Carlos Costa.

“Na última reunião que tive com o presidente da Câmara, disse-me que se a junta fosse de outra cor já tinham andado com isto”, acusa ainda Carlos Costa, finalizando que está “cansado de tentar negociar com o Município” e que “Cabanelas e o sul do concelho são marginalizados” pelo poder.

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