Trabalho e Seriedade_3
Vila Verde

Autárquicas. José Morais volta a “assumir” construção da variante à EN201 e EN205

Casa cheia em Soutelo para acolher a sessão de esclarecimento da candidatura de José Morais (PS) a presidente da Câmara Municipal de Vila Verde.  José Morais abordou a temática do desemprego e o flagelo que representa para inúmeras famílias vila-verdenses que se vêm desmembradas, pela emigração dos jovens e recordou que “Soutelo é uma das freguesias que sairá fortemente beneficiada com a construção da Variante à EN201 e ER205, um projeto estruturante para o concelho apresentado e assumido pela candidatura do PS”.

José Morais quer construir a variante e já disse que o projeto teve “boa aceitação” depois de a apresentar em Lisboa. “Melhorar substancialmente a mobilidade de pessoas, bens e serviços no concelho, potenciando a atividade industrial, gerando emprego e criando melhores condições para a circulação geral do trânsito”. “Esta obra agilizará o acesso aos parques empresariais e industriais do concelho e aproximará significativamente a Autoestrada ao concelho. Além disso, levará a uma maior fluidez no acesso às empresas, desviando o trânsito de veículos pesados das zonas urbanas habitacionais”, concluiu.

Filipe Silva, candidato independente à presidência da Junta de Freguesia, que exerce há oito anos, foi o anfitrião e começou por sublinhar o espírito democrático que a freguesia manifestou, traduzido num “claro sinal de vontade de mudança”, no que à condução dos destinos do Município diz respeito”.

“Os soutelenses já perceberam que muita coisa vai mal. Vejamos, por exemplo, casos concretos como o exercício da recolha do lixo. Que critérios são usados? Como é que uma Freguesia como Soutelo, com mais de dois mil habitantes, tem recolha de lixo apenas duas vezes por semana e foi apenas instalado um contentor subterrâneo? Alguma coisa vai mal”, defendeu. Filipe Silva não compreendeu, também, a “postura arrogante” da Câmara quando registou a antiga escola, que era espaço usado pela Junta de Freguesia e pelas associações locais, sem qualquer tipo de diálogo ou comunicação aos soutelenses. “Podemos também recordar, da luta travada para evitar o fecho de turmas nas nossas escolas. Só anulado após uma reunião que tive, com José Morais e a Secretária de Estado da Educação que nos ajudou a travar essa decisão”, frisou Filipe Silva.

O autarca de Soutelo lamentou ainda que a sua freguesia “possua zonas ribeirinhas de excelência e que não as possa potencializar, devido à má qualidade das águas”. “Nesse sentido, é inaceitável que, em pleno, século XXI parte dessa má qualidade ainda resulte da falta de instalação da rede de saneamento na maioria das freguesias do Concelho, nomeadamente nas que são banhadas pelo rios Homem ou Cávado”, referiu, numa alusão à “necessidade urgente de proporcionar esse serviço, adjacente a uma vida digna e com qualidade, a todas as casas e famílias de Soutelo.

José Morais sublinhou a prioridade dada e assumida no seu programa eleitoral ao desenvolvimento da rede de saneamento. “Desde o primeiro dia de campanha que temos sido claros nas prioridades que assumimos: o saneamento é fundamental para que todos os vilaverdenses possam viver com dignidade e é, simultaneamente, garante de maior proteção ambiental dos solos e dos cursos de água. Em pleno século XXI, estamos claramente atrás de todos os Concelhos nossos vizinhos e não podemos admitir isso. Queremos devolver Vila Verde aos Vilaverdenses e resolver, de uma vez por todas, estes problemas graves que nos colocam sempre nos últimos lugares dos rankings que determinam os Concelhos com melhor qualidade de vida”, referiu.

No plano social, José Morais, recordou o compromisso da Câmara assumir a comparticipação do valor pago pelos seniores, acima dos 65 anos de idade, em medicação. “É uma pequena fatia do orçamento municipal que se traduzirá, certamente, numa poupança efetiva dos nossos idosos que, assim, poderão viver de forma mais desafogada. Temos consciência que 30 euros para um idoso que receba 300 de reforma, faz toda a diferença”, afirmou.

As famílias com crianças em idade escolar também deverão conhecer uma significativa poupança, no arranque de cada ano letivo, uma vez que o programa eleitoral do PS tem também elencado um apoio à aquisição de material escolar, até 50 euros, para cada aluno do vilaverdenses.

Neste caso, mas também no que diz respeito à medida da medicação, a única condicionante a respeitar será a necessidade das compras terem que ser feitas numa farmácia ou espaço comercial vila-verdense.

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