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Bombeiros. Foi posto fora de casa, despistou ambulância e acabou detido pela PJ

Um condutor de ambulâncias dos Bombeiros de Vila Verde está a contas com a justiça por ter incendiado um barracão em estado de embriaguez e aguarda acusação do MP pelo crime de fogo-posto.

Segundo informações prestadas pela Polícia Judiciária de Braga, o homem, com 60 anos, terá pegado fogo a um barracão junto à casa onde viveu as últimas décadas com a mulher, acabando por confessar que o fez por vingança depois de ter sido “expulso” de casa há cerca de duas semanas.

O mesmo bombeiro, que está a frequentar ajuda para terminar com um quadro de alcoolismo crónico, foi recentemente foco de atenção por ter acusado uma taxa de alcoolémia superior à permitida enquanto conduzia uma ambulância, tendo a mesma entrado em despiste, alegadamente depois de um pneu rebentar.

O Semanário V falou com alguns colegas da corporação vila-verdense que, embora condenem os atos recentes do condutor, não lhe quiseram virar as costas.

Um dos bombeiros, que pediu anonimato, confessou mesmo que o bombeiro chegou a dormir no quartel depois de ter tido o acidente, na passada semana, porque nem a ex-mulher, nem os filhos o deixaram entrar em casa.

“Estamos a ajudar o nosso colega porque ele não tem mais ninguém a quem recorrer. Ele teve problemas com o álcool no passado e agora com a separação percebe-se que não tem andado bem e já não tem mais ninguém que o ajude”, aponta a mesma fonte, condenando as multas e suspensões.

“Ele está doente e a punição deveria incluir tratamento e ajuda psicológica porque enquanto ele estiver neste quadro não vai perceber o mal que fez”, aponta o mesmo bombeiro, que dividiu horas de trabalho com o agora suspeito de incêndio.

No entanto, esta última acusação de fogo-posto, que culminou com detenção por parte da PJ durante o dia de ontem, acaba por ser um revés face à ajuda prestada pelo quartel, com os colegas a cair em alguma descrença.

O bombeiro em questão, depois de detido pela PJ para interrogatório, acabou por sair em liberdade com pulseira eletrónica.

Pelo que foi possível apurar, o bombeiro em questão não estava suspenso de funções. ,como avançou alguma imprensa nacional, estando sujeito a inquérito interno já ordenado pela direção, fruto de um acidente com uma ambulância.

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