Sócrates: Cronologia da Operação Marquês
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Caso Sócrates. ‘‘Agora a caminho de Braga, amanhã de manhã trato de mais uma dose”

As alegadas contas “offshore” do empresário Carlos Santos Silva que, diz o Ministério Público, estão ao serviço de José Sócrates, também passaram por Braga.

No despacho de acusação movido pelo Ministério Público, é explicada a movimentação de dinheiros para a compra do livro “A confiança no Mundo: sobre a tortura em democracia” na loja Bertrand, no centro comercial Braga Parque. O livro é da autoria do próprio José Sócrates.

Segundo o mesmo despacho, José Sócrates encomendou a vários amigos para que comprassem o próprio livro do ex-primeiro ministro, em grandes quantidades.

Segundo o despacho, José Sócrates gastou mais de 100 mil euros a movimentar a compra do livro para que o mesmo atingisse rapidamente o top de vendas daquelas livrarias e da editora.

Na loja Bertrand, Sócrates pediu a Gonçalo Ferreira, também envolvido no processo, que comprasse o maior número possível de livros. Entre os dias 1 de dezembro de 2013 e 5 de março de 2014, Gonçalo Ferreira adquiriu 34 exemplares

Também Rui Mão de Ferro, um dos arguidos está também acusado de ter adquirido pelo menos 35 exemplares em Braga. Segundo o MP, este arguido enviou uma SMS a José Sócrates indicando ‘‘Agora a caminho de Braga, amanhã de manhã trato de mais uma dose …”.

No total, e segundo MP, José Sócrates mandou adquirir 2374 livros neste sentido, um pouco por todo o país, gastando mais de 100 mil euros entre as compras, deslocações, estadias e incentivos para as compras, dinheiro esse não justificado com os rendimentos lícitos.

José Sócrates queria bloquear site de vendas online para aparecer nas notícias

Antes da compra nas livrarias, e segundo o MP, José Sócrates havia engendrado o plano de “deitar abaixo” os servidores dos sites que tivessem o livro em pré-venda.  Para isso, mobilizou o mesmo grupo de pessoas que utilizou para, depois, comprar nas livrarias. Segundo o despacho,  o plano seria fazer com que a comunicação social noticiasse o “falhanço” das livrarias online devido ao elevado número de acessos para encomendar o livro. Apesar das tentativas, para a compra era necessário morada, nome completo e identificação bancária, algo que terá demovido José Sócrates do plano inicial.

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