Álvaro Rocha
Álvaro Rocha
Álvaro Rocha Opinião

Opinião de Álvaro Rocha. “Paixão Mexicana”

Regressei há uma semana do México, de uma viagem para, entre outros, reunir com o Governo do Estado de Zacatecas, reunir com a Câmara Nacional da Indústria de Transformação (CANACINTRA) e realizar duas palestras plenárias como orador principal, a primeira na 6th International Conference on Software Process Improvement (CIMPS 2017) e a segunda no Fórum de Empresários de Zacatecas. Esta foi a minha sétima viagem ao México.

A primeira ocorreu em 2004, na qual conheci a Baja Califórnia, desde Tijuana até Ensenada, com passagem pela conhecida instância turística de Rosarito, com uma praia fantástica, apesar da temperatura da água do mar ser similar à temperatura da água do nosso mar do Minho. Ao terceiro dia no México fui expulso para os Estados Unidos, porque conduzia um carro deste país, sem matrícula, algo que é possível na terra do Tio Sam, mas não é possível na terra da Tequilla. A polícia perseguiu-me com Jeep, mandou-me parar com megafone e colocou-me na fronteira com os Estados Unidos, entre Tijuana e San Diego, com “honras de estado”, porque encerraram o trânsito das oito vias da auto-estrada, de modo que pudesse atravessar para o sentido dos Estados Unidos, com retirada da divisória. Com esta expulsão não consegui assistir na TV à meia-final do Europeu de 2004, entre Portugal e a Inglaterra, da qual saímos vencedores.

Desde a primeira vez que passei por muitos outros locais, cidades e estados mexicanos, a esmagadora maioria de grande interesse e paixão, porque o México tem praias e ilhas fabulosas, grande e diversificada riqueza cultural, património histórico edificado infindável, muita indústria, boa gastronomia e também boas gentes. Passei pelo “pé” do sul do território mexicano, desde Cancún até à fronteira com o Belize (país que também conheço), tendo cruzado toda a costa virada para o Caribe, incluindo uma travessia de ferryboat até à fantástica Isla Mujeres, passando naturalmente por toda a Riviera Maya até Chetumal, não faltando pelo caminho uma visita à mítica Playa del Carmén, situada em frente à Isla de Cozumel, e uma visita ao património de Tulum. Subi e cruzei depois o “pé” na vertical até à Ciudad del Carmén, em pleno Golfo do México, passando posteriormente pela cidade de Mérida, riquíssima em património edificado, e pela pirâmide Chichén Itzá, considerada uma das 7 Maravilhas do Mundo.

Passei também pela capital, Ciudad de México, com o seu imponente centro histórico, e pelas vizinhas e assombrosas pirâmides de Teotihuacan, com destaque para a Pirâmide del Sol. Passei ainda pela cultural cidade e Estado de Aguascalientes, muito industrializado, onde, por exemplo, somente a Nissan tem três fábricas de produção automóvel enormes. Passei também por Mazatlán, virada para o Oceano Pacífico, no Estado de Sinaloa, local onde provavelmente encontrei a água de mar mais quente em que alguma vez mergulhei. E passei duas vezes por Zacatecas, estado que produz 9% da prata mundial, terra do mítico Pancho Villa, e cidade património da humanidade. Aliás, o México é o país do mundo com o maior número de cidades classificadas pela UNESCO como património da humanidade.

Sinto, pois, paixão pelo México, não somente pelo descrito, mas também porque tenho a sorte de ter vários e bons amigos mexicanos, nos quais se inclui o Jez e a Mirna, os quais tive o prazer de orientar nos trabalhos do doutoramento europeu que concluíram em 2010. E tenho também a sorte de ter alguns bons contactos profissionais, tanto ao nível empresarial como ao nível governamental. A título de exemplo, no primeiro trimestre de 2018 receberei em Portugal uma delegação da Secretaria de Estado da Economia do Governo de Zacatecas, para mediar parcerias e negociações com algumas empresas portuguesas de desenvolvimento de software, com a finalidade destas passarem a ter filiais ou representações no México.

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