Adere Minho
Destaque Vila Verde

Polémica. Adere-Minho questiona honradez da Câmara de Vila Verde

A entidade certificadora Adere-Minho acusou esta sexta-feira a Câmara de Vila Verde, na pessoa do presidente António Vilela, de “dar o dito por não dito”, depois de ver o Tribunal da Relação negar o recurso daquela associação em que exigia pagamento do Município para cobrir as obras de requalificação da antiga escola primária de Soutelo, sede da Adere-Minho.

Em comunicado de imprensa, a Adere-Minho revela “indignação” pelo parecer do juiz em não considerar existir qualquer obrigação do Município em pagar essas obras.  A insituição diz que houve “um acordo” com a Câmara de Vila Verde, que “previa a realização de obras de recuperação do edifício, bem como a implementação de outras benfeitorias e projetos que têm resultado a favor dos munícipes de Vila Verde e da região, na medida em que tal contribui para o engrandecimento de Vila Verde e da região, bem como constitui hoje a fonte de trabalho e de rendimento para várias micro empresas”.

Segundo a Adere-Minho, o protocolo foi constituído em 1998 e assinada uma declaração de compromisso por parte de José Manuel Fernandes (edil nessa altura), sendo por isso “legítimo” que a própria associação solicitasse a liquidação de valores acordados na altura. Segundo o comunicado, a “surpresa” apenas aconteceu quando António Vilela, atual edil, deu “o dito por não dito” e, segundo a Adere-Minho, “não quis assumir a sua parte nesse compromisso”.

No mesmo comunicado, a direção da Adere-Minho alude que alguns dos membros pediram financiamento bancário para essas obras, tendo que se constituir como garantes juntos dos bancos, e que os dirigentes tiveram um comportamento de “boa-fé” com o Município, questionando ainda a decisão do juiz em declarar improcedente o recurso apresentado com justificação de “ação em boa-fé”.

“Sendo assim a Adere Minho está a ser condenada por esse tal excesso de boa-fé? É a primeira vez que vemos tal convicção. Será crime ter boa-fé numa relação formalizada com uma entidade pública?”, questiona a associação.

A Adere-Minho questiona ainda a confiança na Câmara Municipal.

“Com muito espanto e incrédulos, percebemos que a nossa justiça uma vez mais, dá cobertura aqueles que todos os dias arranjam artimanhas para fugir das suas responsabilidades e compromissos e deixa em muito maus lençóis uma instituição privada sem fins lucrativos, que enriqueceu o património da freguesia e do concelho, quer materialmente quer pelos serviços que presta à população, apenas porque agiu com excesso de boa-fé”, refere ainda o comunicado.

“Não desistiremos de lutar, a ser impossível outra forma de reclamar os direitos da Adere-Minho nesta contenda com a Câmara de Vila Verde”, diz ainda a associação,  finalizando com a acusação de que a Câmara de Vila Verde não honrou os compromissos com a associação, questionando se não irá fazer o mesmo com outras associações.

Print Friendly

Comentários

Siga-nos!

RSS
Follow by Email
Facebook
YouTube

Última edição

Já nas bancas!

Publicidade

Publicidade