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Hospital de Braga. Recebe “a mais louca maratona” de empreendedorismo na saúde

Uns são engenheiros informáticos, outros estudantes de Medicina, enfermagem ou “algo parecido” e juntos estão, no Hospital de Braga, a fazer a “mais louca maratona” para criarem “soluções inovadoras” que respondam a problemas atuais na Saúde em Portugal.

A segunda edição da “Hackathon Heart Bits” arrancou esta noite, cerca das 19:00, e durante 24 horas, “sempre a dar”, 15 equipas de cinco elementos, da área de Informática e de Saúde, vão identificar um problema relacionado com a Saúde, encontrar uma resposta em formato de produto informático (aplicações, páginas da Internet e ‘softwares’, entre outras soluções) e desenvolver uma ideia de negócio com base no produto desenvolvido.

Na meta, 20 mil euros para ajudar no lançamento e desenvolvimento do projeto esperam pelos vencedores, que vão passar por avaliações de mentores, ‘talks’ e sessões sobre temas de Saúde, Empreendedorismo e Informática.

“A ideia é colmatar falhas na área da Saúde, juntando uma equipa multidisciplinar composta por elementos da área da Saúde e de Informática”, explicou à Lusa um dos responsáveis pela organização, Martinho Aragão, presidente do Centro de estudantes de Engenharia de Sistemas e Informática da Universidade do Minho, que organiza a maratona em conjunto com a Associação nacional de Estudantes de Medicina.

Mas o objetivo da “Hackathon Heart Bits” vai muito além do convívio e do diagnóstico. “Acreditamos que não basta identificar um problema e arranjar uma solução, aqui queremos que seja aplicada, lançada para o mercado e entra aqui a parte de ideia de negócios, queremos que seja algo que acrescente valor”, referiu.

Ideias, projetos e planos parecem não faltar, a avaliar pelo burburinho que se ouve das mesas onde as equipas se juntaram para “fritar os miolos”.

A equipa do João, informático, e da Inês, estudante de Medicina, quer facilitar a vida a doentes com depressão. “Estamos a idealizar uma sala de ‘chat’ em que os doentes estão em contacto com os médicos, sem voz, sem imagem, de forma totalmente anónima”, explicou João.

A interação entre a linguagem da Informática e a linguagem da Saúde é “fundamental” no funcionamento da equipa. “Eles têm conhecimentos que eu não sonho ter, eu sei outras coisas que eles não sabem. Estamos a falar de coisas que alunos de Medicina sozinhos não faziam, e que os de Informática sozinhos também não conseguiam fazer. Juntando os dois só pode sair daqui muita coisa que não estávamos à espera e de positivo”, adiantou Inês.

Três mesas à frente, cinco ‘rapazes’ falam, gesticulam, riem e olham para os ecrãs dos portáteis em frente. Diogo, Ricardo, Carlos, António e Pedro sabem bem porque participam nesta maratona.

“Há comida de borla”, explicou, prontamente, Carlos. Todos riram. A comida é mesmo de borla e a pressa de ir jantar é muita.

Problema já têm, a solução não a querem partilhar. “O nosso objetivo é ajudar os estudantes de Medicina a conseguirem ter melhores resultados e a serem melhores médicos. Como o vamos fazer não dizemos”, explicou Diogo, depois de alguma discussão sobre quem queria falar. Ninguém queria.

E um minuto depois, todos falaram. “Nós somos todos amigos e isso ajuda. Entendemo-nos bem”, referiu Ricardo.

Três são de Informática, dois de Medicina mas com um toque especial: “Nós somos estudantes de Medicina mas estamos a fazer engenharia Informática à noite, por isso há uma linguagem comum a todos”, explicou Ricardo.

Olharam-se. Riram-se, e a conclusão foi rápida.

“Somos é todos ‘nerds'”, confessaram.

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