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Vila Verde. Brutalidade contra cães tem vindo a aumentar

Vila Verde tem registado vários casos de brutalidade contra cães nos últimos tempos. Só no último mês, foram detetados vários casos junto da Associação para a Defesa dos Animais e Ambiente de Vila Verde (ADAAVV), com especial ênfase no cão que foi atingido com 92 chumbos, e que se tornou alvo da imprensa nacional.

Segundo Castro Diniz, presidente da ADAAVV, a “brutalidade sempre existiu, mas efetivamente, nos últimos tempos registaram-se vários casos, e alguns nem sequer foram noticiados”.

Recorde-se que, para além do cão encontrado chumbado, junto a uma habitação abandonada na freguesia de Vilarinho, outros casos chocaram a opinião pública, como o caso de um cão que tinha uma corrente já infiltrada no pescoço.

O cão em questão andava perdido junto à Av. do Cruz de Reguengo, em Sabariz e foi resgatado por voluntários da ADAAVV, tendo o pescoço em sangue vivo, talvez fruto de se tentar libertar da coleira/corrente.

Castro Diniz aponta esse e outros casos, como um cão que foi atropelado e ficou dois dias na berma da estrada, em Ponte de São Vicente ou um cão que foi resgatado de uma varanda de Braga por não receber qualquer cuidados por parte da proprietária.

“Frustrações humanas levam à violência”

Segundo o presidente da ADAAVV, o facto dos cães serem vítima de brutalidade e posterior abandono acaba por ser um impedimento para que depois sejam adotados. “Se fosse de raça, mesmo que paraplégico, toda a gente adotava”, atira Castro Diniz, revoltado com a falta de esterilzação.

“Nós defendemos a vida dos animais e procuramos fazer com eles o que faríamos com os humanos – tirar-lhe as dores, consertá-los e é isso que temos feito”, refere.

“O problema é que o ser humano é bastante diferente do resto do reino animal”, aponta ainda Castro Diniz, referindo as “frustrações humanas” para que a violência aumente contra os animais.

“Temos frustrações, depressões, e conseguimos descarregar naqueles que são mais fáceis de atingir como alvo da nossa frustração. Infelizmente, esta brutalidade dificilmente irá passar. Com a consciência e civismo,as pessoas começam a tratar bem os animais, mas temos outras que carregam frustrações”, aponta, classificando os canídeos como “bombos da festa”.

Solução passa pela esterilização

Castro Diniz não tem dúvidas. “Só quando o Estado entender que é obrigatório esterilizar os animais é que vai acabar este tipo de situação”; refere, indicando que alguns dos animais brutalizados dificilmente entram em linhas de adoção. “Temos de ficar com eles e por isso vamos aumentando o lote animais no canil”, diz, explicando que “se não fossem as situações de adoção, já não havia espaço no canil”.

“Estamos sempre, todos os sábados, em campanha de adoção em Braga, junto do Café A Brasileira, e temos conseguido dar alguns cães. Estamos com uma média de 150 cães adotados por ano. Se não fosse isso, o canil teria quase um milhar de animais neste momento”, finaliza.

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