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Cultura. Três Tristes Tigres regressam aos palcos em Ponte de Lima

Na próxima sexta-feira, dia 1 de Dezembro, às 21:30, espera-se uma noite memorável no concerto de Três Tristes Tigres que, 13 anos depois, voltam aos palcos e às apresentações ao vivo, em registos que certamente ficarão na memória de todos os apreciadores da música de alta qualidade.

Os Três Tristes Tigres nasceram nos idos de 1990, à volta de um gravador de cassetes rasca. Ana Deus e Regina Guimarães fabricavam informalmente colagens e canções. Antes da formação que dará origem ao primeiro CD, o jogo da escrita estendeu-se a Ricardo Serrano. Os primeiros concertos, no bar Aniki-Bobó (Ana Deus e Paula Sousa ao vivo, Regina Guimarães ao morto) assemelhavam-se a um cabaret pop, entre o poético e o corrosivo. “Partes Sensíveis”, de 1993, será o rasto da primeira configuração dos TTT. Depois da saída de Paula Sousa aprofunda-se a colaboração entre Ana Deus e Alexandre Soares que, entretanto, se juntara à banda como músico convidado. Dessa aventura artística nascerão dois CDs de originais – “Guia Espiritual” (1996), melhor álbum nacional do ano pela Blitz e “Comum” (1998) – e uma compilação, “Visita De Estudo” (2001) que, como o seu nome indica, contém revisitações, algumas distanciadas, de composições anteriores.

Em 2004, os Três Tristes Tigres fizeram, após ausência de quase três anos, uma meteórica aparição no Serralves em Festa.

Só em 2017, graças ao convite para o Porto Best OF, se voltaram a juntar e atuaram com a cumplicidade habitual dos companheiros de estrada João Pedro Coimbra e Quico Serrano e a novidade da participação de Rui Pedro Martelo.

À questão recentemente colocada pelo fotojornalista Miguel Estima, “Depois do concerto no Rivoli, tocaram no Mimo e no GNRation. Seguem agora rumo a Ponte de Lima. O que podemos aguardar deste concerto?”, Alexandre Soares respondeu: “Temos a ideia de fazer sempre qualquer coisa de novo num concerto e os nossos ensaios são feitos nesse sentido, de nos organizarmos e estarmos estruturados suficientemente para podermos ser livres. Para quando nos apetecer alterarmos as músicas! O que vão ver ali será sempre um bocado diferente dos outros concertos. Vamos levar também um vídeo realizado pela Inês Gregório. Como convidado temos o Miguel Ferreira que é o teclista dos Clã, que vai substituir o Quico porque não lhe é possível tocar connosco nesse dia. É um músico que eu gosto há muitos anos e ainda não tinha tido oportunidade de tocar com ele.”

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