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Andreia Santos Opinião

Opinião de Andreia Santos. “Dar”

Há poucos dias em conversa com uma amiga sobre o que é que na generalidade faz parte do ser-se boa pessoa, a determinada altura disse-lhe que não gostava muito de conviver com pessoas “muito dadas”, que ajudam a todos e sem diferenciação. Compreendi que a deixei surpresa e acabamos por continuar a filosofar por aí. Hoje para todos os que lerem explico melhor do que estávamos a falar e o que quis realmente dizer com o que disse…

O que é dar genuinamente? De acordo com Adam Grant, ajudar os outros abre as portas ao nosso próprio bem-estar, mas… não de forma indiscriminada: é preciso diferenciar entre os doadores egoístas, que acabam por ficar esgotados porque dão a todos sem distinção e com expectativa de retorno, e os doadores “reais” que também sabem respeitar-se a si mesmos, cuidar de si e não esperam retribuição ou ganhos pelas suas boas ações.

“Seja um bom doador. Enquanto que os bem sucedidos e miseráveis (tristes) tendem a demonstrar desespero e carência de afetividade, os felizes e bem sucedidos tendem a focar se na necessidade de amar e dar.” Alguns doadores só o são porque precisam de o ser… Os verdadeiros são porque são, porque querem ser, porque esta é a sua forma de estar, resultante de uma integração de identidade plena e do sentimento profundo de si mesmo. (Não me parece que no ainda mundo contemporâneo a essência de um doador real seja muito fácil de entender à partida, mas é possível com o devido tempo).

O sucesso desenfreado pode trazer para a própria pessoa e para os outros à sua volta a ilusão de bem-estar… e até a inconsciência da tristeza. Existem na verdade etapas anteriores e simultâneas às do êxito pessoal: ser corajoso o suficiente para saber o que realmente somos e queremos ser é uma delas, saber que isso não depende da validação externa, mas da aceitação e autossuperação é outra. E para que possamos ser Mulheres e Homens boas pessoas temos que parar de correr, prestar atenção, aceitar a sensibilidade. Crescer. Não dá resultado nenhum não enfrentar o que se sente e desse modo não podemos mudar.

É quase Dezembro, quase Natal… Que sejamos felizes neste mês, com capacidade de dar realmente. (Se acrescentasse um post scriptum escreveria: que todas as histórias no fim sejam verdade). Até já!

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