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Vila de Prado. Destemidos e corajosos no primeiro mergulho do ano

Mantém-se a tradição do primeiro mergulho do ano, na Vila de Prado, com a edição de 2018 a contar com quase meia centena de corajosos que se aventuraram ao frio para mergulho nos 11.º graus das águas do Cávado. No final, e depois da ansiedade quebrada, os “mergulhadores” sentiam-se satisfeitos, embora com algum frio.

“Está um bocadinho para o frio mas aguenta-se”, diz Domingos Lopes, residente em Prado, garantindo que “esta é a melhor forma de começar o ano”.

Já Paulo Pedrosa, também de Prado, gostou do mergulho, que apelidou como “fresquinho”. “Já é a terceira vez que venho. Penso que este ano, fora da água, está mais agradável”, refere, deixando elogios à iniciativa. “É muito bom para começar o ano e para haver convívio”, diz, chamando o organizador do evento.

António Silva, mais conhecido por “Mousinho”, voltou a organizar com ajuda de outros habitantes da Vila de Prado, o evento que tem captado cada vez mais atenção mediática, e que este ano trouxe estrangeiros à Praia do Faial.

“Isto surge por causa da beleza que temos aqui. Não é fácil encontrar algo com a qualidade e segurança desta praia, especialmente para as crianças”, diz Mousinho, lamentando que a “excecionalidade” da praia “não seja sempre aproveitada”.

“Este ano quiseram denegrir esta praia com as salmonellas, mas assim damos a conhecer, relembrarmos o rio e a praia porque no inverno ninguém se lembra dela”, refere, garantindo que “não custa nada dar um mergulhito”.

Sobre as diferenças para outros eventos do género, Mousinho refere que a ideia foi fazer a “diferença ao ser o primeiro domingo, em vez do primeiro dia”,

“Na Vila de Prado, temos de gerir melhor estas instalações, nem importa se há bandeira branca ou vermelha, é preciso é saber gerir”, finaliza Mousinho, contente com mais uma edição bem sucedida, “fresquinha” e bem molhada, nas águas que se estendem pela Praia do Faial.

Roberto Decour apareceu para o mergulho acabado de chegar de Porto Alegre, no Brasil. “Vim como professor convidado na Universidade do Porto mas gosto destes mergulhos gelados e quando soube disto nas redes sociais, pensei que não podia perder”, refere, garantindo que “é uma tradição daqui e se estamos em Portugal, fazer como os portugueses”.

O professor de economia, que até já mergulho em Genéve, na Suiça, não se arrependeu de “copiar” os portugueses. “Foi excelente, renova o espírito para começar bem o ano. É uma bela tradição, pretendo voltar e vou divulgar no Brasil”, garantiu um “gelado” Roberto no final do mergulho.

Albano Bastos, presidente da Junta, deixa elogios ao “grupo de pradenses destemidos” que organizam e participam na iniciativa.

“São corajosos para entrar nestas temperaturas baixas, embora este ano esteja menos fria a água. Isto é bom para dar uma projeção ao rio Cávado e à praia fluvial. A junta apoia mas isto parte de um conjunto de pessoas, nem sequer é uma associação, e têm conseguido levar o nome de Prado pelo mundo fora”, garante.

Sobre ir a banhos, Albano Bastos é perentório. “Admiro, mas eu não tenho essa coragem”.

(Reportagem completa na edição impressa do Semanário V, a 10 de janeiro)


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