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EN101. População da Loureira entope número da Estradas de Portugal

O número de apoio da empresa Estradas de Portugal não parou de tocar durante o dia de hoje com a reclamação da degradação do piso e pela ausência de passeios nas bermas da Estrada Nacional 101, na Loureira.

Depois de um apelo tornado público através das redes sociais por parte de Luísa Gomes, filha de Francisco Gomes, que perdeu a vida após um atropelamento à porta de casa, na EN 101, na semana passada, a população da Loureira e de Vila Verde aderiu em massa, contactando aquela entidade de forma a fazer pressão para o avanço das obras.

Na publicação, Luísa Gomes pede para “se ligue para este número e faça reclamação do que aconteceu”. “Peço que localizem o local e digam a verdade, que os carros estacionam no passeio fora dos limites e que tem que ser feita alguma coisa, nem que seja um sinal de proibido estacionar”, refere.

Na mesma publicação, a filha do malogrado Francisco Gomes informa que já entrou em contacto com a Câmara mas que nesta situação é necessária a voz da população.

O pedido foi feito nesta segunda-feira, tendo já motivado um comunicado por parte da Junta de Freguesia da Loureira durante a tarde de hoje.

Fonte das Estradas de Portugal confirmou ao V a “toada” de reclamações que lá têm chegado e confirma que estão a ser registadas. Alguns dos populares que fizeram chamada apontaram mesmo para uma “reclamação” por parte das centralistas que clamam “mas decidiram ligar todos para o mesmo assunto?”.

Onda de solidariedade motivou carta a várias entidades

Já esta terça-feira, depois de perceber a repercussão que a publicação estava a ter, Luísa Gomes voltou a fazer nova publicação a agradecer a todos os que têm ajudado.

A vila-verdense publicou ainda uma carta que enviou a várias entidades, como a administração da Estradas de Portugal, o Presidente da República e o secretário de Estado das Infraestruturas.

Em anexo, publicamos a carta na íntegra.

“Poderia escrever um texto com palavras elaboradas e cheio de formalidades, mas não o vou fazer. Vou expor a outro Ser Humano como eu, como a minha vida mudou de um segundo para o outro e como isso poderia ter sido mudado de uma forma tão simples.

O meu nome é Luísa, resido no distrito de Braga, concelho de Vila Verde. Avenida 1º de maio Loureira.

O meu pai, Francisco Gomes, foi vítima de um duplo atropelamento mortal à porta de casa na passada terça feira, como noticiado em vários meios de comunicação.
Como podem constatar com as imagens em anexo (tenho dezenas diferentes, mas não achei relevante), ao lado da nossa casa existe uma passagem para peões, ampla, larga, segura como não acontece noutros locais da N101, no entanto, está também ao nível da estrada, não se distinguindo um passeio tradicional, não existindo qualquer tipo de sinalização, seja de proibição de estacionar, ou a regular qualquer tipo de estacionamento (responsabilidade da EP, no dia do acidente, ontem, hoje e amanhã!).

Existe também, uma pastelaria denominada Pastelaria xxx Consequentemente, diariamente desde o amanhecer até à hora do fecho, todos os dias da semana, essa mesma passagem fica COMPLETAMENTE obstruída pelos carros que estacionam em espinha para irem ao supracitado estabelecimento.

Qualquer peão inclusive, pessoas com mobilidade reduzida, crianças com carrinhos terão de deslocar-se pela estrada para poderem transitar. Paralelamente, as carrinhas do próprio estabelecimento estacionam em segunda fila dentro da faixa de rodagem para fazerem as descargas diárias dos produtos para venda (como comprova a fotografia em anexo).
Não é uma situação recente, é uma situação que já se prolonga desde há vários anos, é uma situação denunciada imensas vezes pela junta de freguesia e não só! (temos em posse toda essa documentação).

Qual é a resposta nestes anos todos??? Qual é a resposta agora?? “Estamos a analisar essa situação”.

Pois é, enquanto alguém pausadamente tomava o seu café sentado na secretária a “analisar” esta situação há vários anos, o meu pai morreu! Não foi o pai de quem está a analisar calmamente ao ritmo do café, foi o meu!

Têm sido feitas várias queixas para Estradas de Portugal nestes últimos dias, queixas gravadas telefonicamente como podem comprovar. Se alguém já se deslocou ao local?? Claro que não!! Mais um café, mais uma análise.

Se alguém simplesmente chegou ao local e colocou uma mera sinalização de proibido estacionar? Não! Também não. Isso demoraria demasiado tempo! A própria policia, também eles revoltados pelo descrito, tem ido diariamente multar os maus estacionamentos, mas como dizem, é uma luta inglória e a punir o povo, que de todos, é quem tem menos responsabilidade no sucedido! Como diz o velho ditado e um dos Guardas referiu, é “chover no molhado”.

Mas a minha não será, irei lutar até ao fim para mais nenhuma família sofra o que estamos a sofrer por negligência superior, por inércia geral de quem pode mas não resolve, por quem ignora os telefonemas e nunca pode atender!

Estou a lutar em todas as direções, são milhares as pessoas revoltadas, como podem ver aqui.

Provavelmente, a resposta que irei receber vai ser a mesma de sempre, alguém por detrás de uma secretaria que me vai dizer “a situação vai ser analisada”, ou que certamente pedirá a alguém para me responder, alguém que depois tirará o fato e a gravata e vai para junto da família. A minha ficou incompleta, perdi o meu pai que nestes anos todos, dizia repetidamente “qualquer dia vai haver aqui uma tragédia”.. o meu pai já não me vai buscar o pão todos os dias de manhã como o ia fazer quando lhe roubaram a vida, mas eu irei fazer justiça por ele!

Deixo o meu contacto telefónico espero que alguém faça qualquer coisa o mais rapidamente possível!

Cumprimentos de alguém triste e revoltado,
Ana Luísa”

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