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Exército. Militares do regimento de Braga preparam missão em Cabul

Uma força portuguesa de 160 militares está em fase de aprontamento no Regimento de Infantaria n.º 14, em Viseu, para uma missão de seis meses no aeroporto internacional de Cabul, no Afeganistão, que terá início em abril.

O contingente nacional é constituído por uma força de reação rápida de 146 elementos, dividida em três pelotões, e uma equipa logística de 14 militares, que integra, maioritariamente, efetivos dos regimentos de Viseu, Braga e Vila Real.

Para o Chefe do Estado-Maior do Exército, general Rovisco Duarte, que hoje visitou o aprontamento do dispositivo, a participação nesta missão da NATO é uma “afirmação de credibilidade e reconhecimento das competências dos militares portugueses, não só do Exército, mas acima de tudo a qualidade da formação”.

Na capital afegã, localizada a 1.800 metros de altitude, o contingente português vai substituir uma companhia turca, no âmbito de uma missão da NATO que envolve 39 países, comandada por um general norte-americano, disse à agência Lusa o capitão Couto, relações públicas da força.

“Estamos a fazer preparação para todo o espetro de operações e a treinar para todos os cenários”, salienta o oficial, durante a visita que a comunicação social efetuou ao aprontamento que decorre no Regimento de Infantaria n.º14, acompanhando o Chefe do Estado-Maior do Exército.

O treino abrange todas as componentes relacionadas com um teatro de operações de conflito armado, para que os militares “não sejam surpreendidos no local com nenhuma situação que não tenham treinado”.

Durante o aprontamento, os militares realizam muito treino tático e de tiro, estando ainda sujeitos a um curso intensivo de 20 horas semanais de inglês, a língua que “todos falam” na capital afegã.

Em Cabul, os três pelotões da força de reação rápida do contingente português têm como missão garantir a segurança junto às gares das aeronaves e da entrada e saída de entidades do aeroporto, bem como assegurar os abastecimentos dos aviões.

Segundo o general Rovisco Duarte, esta missão tem um “grau de risco normal das missões militares” e até inferior a outras em que Portugal já participou no Afeganistão.

Os militares portugueses vão equipados com a espingarda automática G-3 e a pistola Walther de 9mm e com viaturas pesadas que vão chegar através da Alemanha, país onde um grupo de condutores do contingente nacional vai efetuar uma formação de 12 a 16 de março.

O contingente português vai ser liderado pelo major de infantaria João Pais, que já liderou uma missão portuguesa na Lituânia.

O Chefe de Estado-Maior do Exército anunciou ainda que, no segundo semestre deste ano, vai seguir também para o Afeganistão uma equipa de 20 militares instrutores para ministrar formação ao exército daquele país, que vai ser preparada no Regimento de Artilharia n.º 5, em Vendas Novas.

Esta equipa terá “elementos do centro de tropas especiais e vai ajudar o levantamento e a criação de capacidade da escola de artilharia do exército afegão, o que é também uma missão extremamente importante pela relevância e também o reconhecimento daquilo que é a afirmação e as competências portuguesas nesta área”.

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