aero10
Braga Destaque

Simulacro. E se uma avioneta “capotasse” no aeródromo de Palmeira?

“Alerta! Alerta! Solicita-se intervenção dos operacionais. São cinco feridos e uma vítima mortal”. O aviso já ecoava pelos intercomunicadores do militar da GNR de Braga, à porta do Aeródromo de Palmeira, em Braga, para o simulacro de um acidente de uma aeronave em plena pista.

Bombeiros Sapadores, Bombeiros Voluntários, GNR, Cruz Vermelha, Proteção Civil Municipal, ANPC e ANAC estiveram hoje envolvidos neste smulacro obrigatório, realizado de dois em dois anos, naquele espaço, ao abrigo da legislação de segurança em vigor.

Com a intervenção de todos os meios de socorro envolvidos, o simulacro acabou por ter resultados satisfatórios para todos os operacionais de comando envolvidos, responsáveis pela orientação no teatro de operações.

aero3

Ao Semanário V, o diretor do aeródromo estava satisfeito, mas diz que é sempre possível melhorar. “Preparamos extintores e garantimos o acesso aos portões, o funcionário faz uma primeira intervenção de extintor com equipamentos de apoio. Antes disso acionamos o 112 para que cheguem os bombeiros”, explica Cícero Peixoto, referindo que “os tempos foram razoáveis, tanto a nível do aeródromo como da emergência, dentro dos parâmetros normais”. “Mas podemos sempre melhorar”, finaliza.

O simulacro, obrigatório de dois em dois anos, teve a observação da Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC), para verificar, não só se o aeródromo consegue manter as características de segurança necessárias como se a ação dos funcionários era dentro do tempo determinado.

Também os meios de socorro estiveram sob observação da ANAC, que contabilizou o tempo de resposta, algo que também conta para manter o espaço aberto à aviação civil.

VMER, GNR e Bombeiros em articulação

meios braga

Ricardo Duarte, responsável pela delegação norte do INEM, reitera a importância destes exercicios. “Do ponto de vista clínico correu normalmente, fizemos a nossa intervenção como em qualquer outro acidente real. É importante este tipo de exercícios para todas as entidades para reconhecerem o local”, refere, acrescentando que “era um exercício pouco exigente onde só participou uma VMER em articulação com os restantes meios”.

José Castro, comandante da GNR de Braga, refere que os resultados “estão dentro daquilo que é possível fazer”. O comandante reitera a importância deste tipo de exercícios para treinar os militares no que toca a acessos ao aeródromo e à própria intervenção.

“Inclusive, não houve qualquer aviso para este simulacro. As patrulhas fizeram o trabalho normalmente e quando chegou a hora do simulacro, deslocou-se a patrulha que estava livre nesse momento”, disse ao V. “É o mais real que poderíamos fazer”, finaliza.

António Cerqueira, comandante dos Bombeiros Voluntários de Braga, também mostrou otimismo na resposta dos operacionais. “Fizeram uma intervenção dentro do tempo exigido e o mais próximo possível do real”, disse ao V.

Vítima mortal é paraquedista

Fernando Gomes simula um paraquedista morto
Fernando Gomes simula um paraquedista morto

Das seis vítimas do simulacro, páraquedistas que tiveram um acidente na pista, uma acabou por morrer. Fernando Gomes, “vítima” simulada, é um dos voluntários que ajudou a este simulacro. De Merelim São Paio, aponta que também é páraquedista na vida real, daí a “não custar nada ajudar o aeródromo”. “Ajudo sempre no que posso, e é bom para nós percebermos este contexto de acidente, para estarmos também preparados para alguma eventualidade”, finaliza.

Print Friendly

Comentários

Siga-nos!

RSS
Follow by Email
Facebook
YouTube

Última edição

Já nas bancas!

Publicidade